Hermes da Fonseca

Nascimento: 12 de maio de 1855 | Faleceu: 9 de setembro de 1923

Hermes da Fonseca nasceu em São Gabriel, no Rio Grande do Sul, em 12 de maio de 1855.

Ele era filho de Hermes Ernesto da Fonseca, um marechal do Exército que foi presidente da província de Mato Grosso e governador da Bahia.

Ele era sobrinho de vários militares ilustres, como Deodoro da Fonseca, João Severiano da Fonseca e Pedro Paulino da Fonseca.

Ele casou-se duas vezes: a primeira com Orsina Francioni, com quem teve cinco filhos, e a segunda com Nair de Tefé, uma artista e caricaturista.

Ele morreu em Petrópolis, no Rio de Janeiro, em 9 de setembro de 1923.

Hermes da Fonseca e sua família

Hermes da Fonseca - Biografia
Hermes da Fonseca

Os nomes dos filhos de Hermes da Fonseca foram: Álvaro, Áurea, Afonso, América e Hermes Filho.

Eles nasceram do seu primeiro casamento com Orsina Francioni, que morreu em 1912.

Em 1913, ele se casou novamente com Nair de Tefé, uma artista e caricaturista que foi a primeira mulher a votar no Brasil. Eles não tiveram filhos juntos.

Sua vida militar

A vida militar de Hermes da Fonseca foi longa e marcada por vários acontecimentos históricos. Ele ingressou na Escola Militar da Praia Vermelha em 1871, aos 16 anos, e se formou em 1877.

Ele serviu como ajudante de ordens do príncipe Gastão de Orléans, conde d’Eu, e participou da Guerra do Paraguai.

Ele foi um dos fundadores do Clube Republicano do Círculo Militar, que conspirava contra a monarquia.

Ele apoiou a Proclamação da República em 1889 e foi ajudante-de-campo e secretário militar de seu tio Deodoro da Fonseca.

Ele ascendeu rapidamente na hierarquia militar, passando de capitão a tenente-coronel em dez meses.

Ele se destacou na Segunda Revolta da Armada em 1893, defendendo o governo de Floriano Peixoto contra os rebeldes da Marinha.

Ele comandou a Brigada Policial do Rio de Janeiro de 1899 a 1904 e a Escola Preparatória e Tática do Realengo de 1904 a 1906.

Ele foi promovido a marechal em 1906 e nomeado ministro da Guerra no governo de Afonso Pena.

Ele reorganizou o Exército e introduziu o serviço militar obrigatório em 1908.

Ele enfrentou a Revolta da Chibata em 1910, quando os marinheiros se rebelaram contra os castigos corporais na Marinha.

Ele também enfrentou a Guerra do Contestado em 1912, quando os sertanejos se revoltaram contra as autoridades locais no sul do país.

Ele se afastou da vida militar em 1915, após o fim de seu mandato como presidente da República.

Condecorações

As condecorações militares de Hermes da Fonseca foram as seguintes:

  • Cruz de Combate de 1° classe, oferecida aos militares que praticaram atos de bravura ou sacrifício nas ações de combate;
  • Cruz de Combate de 2° classe, oferecida aos militares que participaram coletivamente de feitos de excepcional destaque;
  • Cruz Naval, oferecida aos militares que praticaram atos de bravura ou ação além do dever;
  • Cruz de Bravura, oferecida aos militares que em missões de combate se distinguiram por ato de bravura além daquele exigível pelo dever;
  • Medalha Sangue do Brasil, oferecida aos militares e civis que foram feridos em operações militares oficiais;
  • Cruz de Campanha, oferecida aos militares e civis por serviços prestados durante a 1° Guerra Mundial;
  • Medalha da Vitória, oferecida aos militares e civis por serviços prestados durante a 2° Guerra Mundial;
  • Medalha de Campanha, oferecida aos militares brasileiros ou de nações aliadas que participaram de operações de guerra sem nota de desabono;
  • Medalha de Serviços de Guerra com 3 estrelas, oferecida aos militares da marinha brasileira ou aliadas por relevantes serviços prestados ao Brasil em tempos de guerra no mar ou em terra.
  • Medalha da Força Naval do Nordeste – Ouro, oferecida aos militares da marinha brasileira que participaram das operações navais no nordeste europeu durante a Segunda Guerra Mundial.

Feitos históricos que Hermes da Fonseca participou

Hermes da Fonseca participou de três guerras importantes na sua vida militar: a Guerra do Paraguai, a Revolta da Armada e a Guerra do Contestado.

A Guerra do Paraguai foi um conflito entre o Paraguai e a Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai) que durou de 1864 a 1870.

Hermes da Fonseca serviu como ajudante de ordens do príncipe Gastão de Orléans, conde d’Eu, que comandou as tropas brasileiras na fase final da guerra.

Ele participou de várias batalhas, como a de Tuiuti, a maior da América do Sul, e a de Lomas Valentinas, que resultou na captura do ditador paraguaio Francisco Solano López.

A Revolta da Armada foi um movimento liderado por oficiais da Marinha do Brasil contra o governo de Floriano Peixoto em 1893.

Eles se rebelaram contra as medidas autoritárias do presidente e exigiam a convocação de uma nova Assembleia Constituinte.

Hermes da Fonseca se destacou na defesa do governo, comandando as tropas terrestres em Niterói e reprimindo os revoltosos.

Ele foi promovido a tenente-coronel por seus feitos.

A Guerra do Contestado foi uma revolta popular que ocorreu entre 1912 e 1916 em uma área disputada entre os estados do Paraná e Santa Catarina.

Os sertanejos se insurgiram contra as autoridades locais, os latifundiários e as empresas estrangeiras que exploravam a região.

Eles eram influenciados por líderes religiosos que pregavam o messianismo e a resistência armada. Hermes da Fonseca era presidente da República na época e enviou tropas federais para combater os rebeldes.

Ele também tentou negociar uma solução pacífica, mas não obteve sucesso. A guerra só terminou no governo de Venceslau Brás, seu sucessor.

Curiosidades

Algumas curiosidades sobre Hermes da Fonseca são:

  • Ele foi o primeiro gaúcho a ser eleito presidente da República;
  • Ele foi casado com Nair de Tefé, uma artista e caricaturista que foi a primeira mulher a votar no Brasil;
  • Ele foi aluno de Benjamin Constant, um dos introdutores das ideias de Auguste Comte no Brasil, mas não se tornou um positivista ortodoxo;
  • Ele participou da Revolta da Vacina em 1904, uma rebelião popular contra a vacinação obrigatória contra a varíola no Rio de Janeiro;
  • Ele foi preso em 1922 por estar envolvido na Revolta do Forte de Copacabana, um levante militar contra o governo de Epitácio Pessoa;
  • Ele é um dos três únicos militares que chegou à Presidência da República de forma direta e eleitoral. Os outros dois foram Eurico Gaspar Dutra e Jair Bolsonaro;
  • Ele andou fardado durante todo o seu mandato, inclusive durante as reuniões ministeriais;
  • Ele foi o primeiro presidente a viajar para o exterior durante o exercício do cargo. Ele visitou a Argentina, o Uruguai e o Chile em 1913;
  • Ele foi um dos fundadores do Clube Republicano do Círculo Militar, onde se conspirava para derrubar a monarquia e instituir o novo regime;
  • Ele participou da Guerra do Paraguai como ajudante de ordens do príncipe Gastão de Orléans, conde d’Eu, que comandou as tropas brasileiras na fase final da guerra;

Conclusão

Hermes da Fonseca foi um importante personagem da história do Brasil, que teve uma longa e marcante carreira militar e política.

Ele foi sobrinho do primeiro presidente da República, Deodoro da Fonseca, e participou de vários acontecimentos históricos, como a Proclamação da República, a Revolta da Armada, a Revolta da Vacina, a Revolta da Chibata e a Guerra do Contestado.

Ele foi o primeiro gaúcho a ser eleito presidente da República e o primeiro a viajar para o exterior durante o exercício do cargo.

Ele enfrentou a crise da política do café com leite e implantou a política das salvações, que consistia na deposição das oligarquias estaduais contrárias ao seu governo.

Ele se casou duas vezes: com Orsina Francioni, com quem teve cinco filhos, e com Nair de Tefé, uma artista e caricaturista que foi a primeira mulher a votar no Brasil.

Ele recebeu várias condecorações militares por seus feitos de bravura e serviços de guerra. Ele se afastou da política em 1915 e passou a viver na Europa.

Ele voltou ao Brasil em 1921 e se envolveu na Revolta do Forte de Copacabana, sendo preso por seis meses. Ele morreu em Petrópolis em 1923.