Polícia Comunitária: Como essa filosofia pode melhorar a segurança e a qualidade de vida nas comunidades

Polícia Comunitária: Como essa filosofia pode melhorar a segurança e a qualidade de vida nas comunidades
Foto: Reprodução – Centro de Polícia Comunitária/PMGO

A segurança pública é um dos maiores desafios da sociedade brasileira. Diante dos altos índices de criminalidade que afetam a paz e a harmonia social, é preciso buscar novas formas de prevenir e combater os crimes, que envolvam não apenas a repressão, mas também a prevenção, a educação, a mediação e a participação da comunidade.

Nesse sentido, surge a Polícia Comunitária, uma filosofia de policiamento que tem como objetivo estreitar os laços entre as forças de segurança e as comunidades que elas atendem, buscando soluções conjuntas para os problemas locais.

Mas o que é Polícia Comunitária? Quais são os seus princípios, objetivos e benefícios? Como ela funciona na prática? Quais são os seus desafios e oportunidades?

Essas são algumas das perguntas que vamos responder neste artigo, que tem como propósito apresentar e analisar essa abordagem revolucionária na aplicação da lei, que pode contribuir para a construção de comunidades mais seguras e unidas.

A origem e a evolução da Polícia Comunitária no Brasil e no mundo

A Polícia Comunitária não é uma invenção recente, mas sim uma resposta às mudanças sociais, políticas e culturais que ocorreram ao longo da história.

Segundo o professor Luiz Eduardo Soares, um dos maiores especialistas em segurança pública do Brasil, a Polícia Comunitária pode ser entendida como uma “terceira onda” de policiamento, que sucedeu as duas anteriores: a “primeira onda”, caracterizada pelo policiamento de proximidade, baseado na presença física e na vigilância ostensiva dos agentes; e a “segunda onda”, caracterizada pelo policiamento de resposta, baseado na eficiência, na tecnologia e na reação aos crimes.

As características e as atribuições da Polícia Comunitária

A Polícia Comunitária é uma filosofia de policiamento que se baseia em alguns princípios fundamentais, como a descentralização, a integração, a participação, a prevenção, a mediação e a resolução de problemas.

Esses princípios orientam as ações e as atribuições da Polícia Comunitária, que busca atender às demandas e às necessidades das comunidades, respeitando os seus valores, as suas diversidades e as suas especificidades.

A Polícia Comunitária não é uma modalidade ou um tipo de polícia, mas sim uma forma de atuação que pode ser adotada por qualquer órgão de segurança pública, seja ele civil, militar, federal, estadual ou municipal .

A Polícia Comunitária funciona na prática por meio de uma estrutura organizacional que envolve três níveis: o estratégico, o tático e o operacional.

O nível estratégico é composto pelos gestores e pelos coordenadores da Polícia Comunitária, que são responsáveis pelo planejamento, pela supervisão, pela avaliação e pelo apoio das ações.

O nível tático é composto pelos comandantes e pelos supervisores das unidades policiais, que são responsáveis pela execução, pelo controle, pela orientação e pelo monitoramento das ações.

O nível operacional é composto pelos policiais comunitários, que são responsáveis pela realização, pelo registro, pela comunicação e pelo feedback das ações .

As ações da Polícia Comunitária são baseadas em algumas funções e metodologias, que visam promover a participação social, a prevenção, a mediação e a resolução de problemas.

As principais funções são: a patrulha comunitária, que consiste na presença constante e ativa dos policiais nas comunidades, interagindo com os moradores, identificando as demandas e as potencialidades locais, e realizando ações preventivas e educativas; o policiamento orientado para o problema, que consiste na análise sistemática e participativa dos problemas de segurança pública, buscando identificar as suas causas, as suas consequências e as suas soluções; a mediação comunitária, que consiste na intervenção pacífica e imparcial dos policiais nos conflitos interpessoais ou coletivos, buscando facilitar o diálogo, a compreensão e o acordo entre as partes envolvidas; e a rede comunitária, que consiste na articulação e na integração dos policiais com os diversos atores sociais, como os líderes comunitários, os conselhos de segurança, as organizações não governamentais, as escolas, as igrejas, os serviços públicos, etc.

Essas são as principais características e atribuições da Polícia Comunitária, que demonstram como essa filosofia pode melhorar a segurança e a qualidade de vida nas comunidades, por meio de uma atuação mais democrática, participativa, preventiva e resolutiva dos órgãos de segurança pública.

Oportunidades da Polícia Comunitária

A Polícia Comunitária é uma filosofia de policiamento que tem como proposta transformar a relação entre as forças de segurança e as comunidades, promovendo uma maior integração, participação e cooperação entre elas.

A Polícia Comunitária também oferece uma série de oportunidades e potencialidades, que vão desde a melhoria da confiança até a inclusão social.

Neste tópico, vamos analisar esses aspectos, buscando compreender os limites e as possibilidades da Polícia Comunitária.

A Polícia Comunitária apresenta uma série de oportunidades e potencialidades, que podem ser aproveitadas e exploradas para a melhoria da segurança e da qualidade de vida nas comunidades.

Uma das principais oportunidades é a melhoria da confiança, que se refere ao aumento do grau de credibilidade, de respeito, de apoio e de colaboração entre as forças de segurança e as comunidades.

A confiança é fundamental para a Polícia Comunitária, pois ela permite a construção de uma relação de parceria, de diálogo, de transparência e de compromisso entre as partes, que favorece a identificação e a solução dos problemas locais de forma conjunta e preventiva.

Outra oportunidade da Polícia Comunitária é a melhoria da cooperação, que se refere ao aumento do grau de interação, de integração, de articulação e de coordenação entre as forças de segurança e as comunidades.

A cooperação é essencial para a Polícia Comunitária, pois ela permite a formação de uma rede comunitária, que envolve os diversos atores sociais, como os líderes comunitários, os conselhos de segurança, as organizações não governamentais, as escolas, as igrejas, os serviços públicos, etc., que podem contribuir com as suas experiências, conhecimentos, recursos e demandas para as ações de segurança pública.

Uma terceira oportunidade da Polícia Comunitária é a melhoria da cidadania, que se refere ao aumento do grau de consciência, de participação, de responsabilidade e de direitos das comunidades.

A cidadania é importante para a Polícia Comunitária, pois ela permite o fortalecimento da democracia, da justiça, da igualdade e da inclusão social nas comunidades, que podem exercer o seu papel de protagonistas e de parceiros nas ações de segurança pública, reivindicando e fiscalizando os seus direitos, e cumprindo e respeitando os seus deveres.

Uma quarta oportunidade da Polícia Comunitária é a melhoria da educação, que se refere ao aumento do grau de informação, de formação, de capacitação e de conscientização das forças de segurança e das comunidades.

A educação é relevante para a Polícia Comunitária, pois ela permite o desenvolvimento de competências, habilidades, atitudes e valores que são necessários para a atuação e a participação nas ações de segurança pública, como a comunicação, a liderança, a mediação, a criatividade, a sensibilidade, a ética, a cidadania, etc.

Essas são as principais oportunidades e potencialidades da Polícia Comunitária, que demonstram como essa filosofia pode melhorar a segurança e a qualidade de vida nas comunidades, por meio de uma atuação mais democrática, participativa, integrada e preventiva dos órgãos de segurança pública.

Os casos de sucesso da Polícia Comunitária no Brasil e no mundo

A implementação da Polícia Comunitária tem gerado casos de sucesso em todo o mundo, demonstrando sua eficácia na promoção da segurança e na construção de comunidades mais fortes. Aqui estão alguns exemplos notáveis:

Recife: O Programa de Policiamento Comunitário em Recife foi lançado em 2000, com o objetivo de reduzir os altos índices de homicídios na cidade, que chegavam a 102 por 100 mil habitantes.

O programa consistia na implantação de bases comunitárias em áreas críticas, na capacitação dos policiais, na integração com os serviços públicos e na participação dos moradores.

Entre 2000 e 2004, o programa conseguiu reduzir em 58% os homicídios na cidade, passando de 1.976 para 831 casos. Além disso, o programa também melhorou a confiança, a cooperação e a cidadania nas comunidades atendidas.

Diadema: O Projeto de Polícia Comunitária em Diadema foi iniciado em 2001, com o propósito de reduzir os elevados índices de violência na cidade, que registrava uma taxa de 103 homicídios por 100 mil habitantes.

O projeto consistia na criação de conselhos comunitários de segurança, na formação de redes de proteção, na articulação com os órgãos públicos e na adoção de medidas preventivas, como a restrição do horário de funcionamento dos bares.

Entre 2001 e 2008, o projeto conseguiu reduzir em 67% os homicídios e em 80% os crimes contra o patrimônio na cidade.

Além disso, o projeto também aumentou a confiança, a participação e a responsabilidade das comunidades envolvidas.

Nova York: O Programa de Polícia Comunitária em Nova York foi implementado em 1990, com a meta de reduzir os altos níveis de criminalidade na cidade, que sofria com uma média de 2.245 homicídios por ano.

O programa consistia na aplicação da estratégia de “pulling levers”, que consiste em identificar e pressionar os principais responsáveis pelos crimes, usando uma combinação de dissuasão, prevenção, repressão e reabilitação.

Entre 1990 e 2009, o programa conseguiu reduzir em 75% os crimes violentos e em 65% os crimes contra o patrimônio na cidade.

Além disso, o programa também contribuiu para a melhoria da qualidade de vida, da segurança e da satisfação dos moradores da cidade.

As perspectivas e as tendências da Polícia Comunitária no Brasil e no mundo

A Polícia Comunitária é uma filosofia de policiamento que se propõe a ser dinâmica, flexível, criativa e inovadora, buscando acompanhar as transformações e os desafios que a sociedade e a segurança pública enfrentam.

Neste tópico, vamos analisar como a Polícia Comunitária pode se adaptar e se atualizar diante de alguns cenários atuais e futuros, como a pandemia, a crise econômica, a polarização política e a violência urbana, bem como as possibilidades e as potencialidades que a Polícia Comunitária oferece para a melhoria da segurança e da qualidade de vida nas comunidades.

Um dos cenários atuais e futuros que a Polícia Comunitária precisa enfrentar é a pandemia de Covid-19, que tem afetado a saúde, a economia, a educação, a cultura e a segurança de milhões de pessoas no Brasil e no mundo.

A pandemia tem imposto uma série de desafios para a Polícia Comunitária, como a necessidade de proteger a saúde dos policiais e das comunidades, de fiscalizar o cumprimento das medidas de prevenção e de isolamento social, de combater as fake news e os golpes relacionados à doença, de apoiar as populações mais vulneráveis e de lidar com o aumento da violência doméstica, dos conflitos sociais e dos crimes cibernéticos.

Por outro lado, a pandemia também tem oferecido uma série de oportunidades para a Polícia Comunitária, como a possibilidade de fortalecer a confiança, a cooperação e a solidariedade entre as forças de segurança e as comunidades, de ampliar o uso das tecnologias de informação e comunicação, de promover a educação e a conscientização sobre a doença, de integrar as ações de segurança com as ações de saúde, de assistência social, de cultura e de lazer, e de contribuir para a recuperação e a resiliência das comunidades.

Outro cenário atual e futuro que a Polícia Comunitária precisa enfrentar é a crise econômica, que tem gerado desemprego, pobreza, desigualdade, fome e instabilidade social no Brasil e no mundo.

A crise econômica tem gerado um impacto negativo na segurança pública, pois ela aumenta os fatores de risco e de vulnerabilidade das comunidades, como a exclusão, a marginalização, a violência, o tráfico, as drogas, as armas, etc.

A crise econômica também afeta o funcionamento e a qualidade da Polícia Comunitária, pois ela reduz os recursos, os investimentos, os salários, os equipamentos, as infraestruturas, etc.

No entanto, a crise econômica também pode ser uma oportunidade para a Polícia Comunitária, pois ela pode estimular a criatividade, a inovação, a eficiência e a sustentabilidade das ações de segurança pública, bem como a mobilização, a organização, a participação e a cidadania das comunidades, que podem buscar alternativas e soluções coletivas para os seus problemas.

Um terceiro cenário atual e futuro que a Polícia Comunitária precisa enfrentar é a polarização política, que tem provocado divisão, intolerância, radicalização, conflito e violência no Brasil e no mundo.

A polarização política tem dificultado o diálogo, o consenso, a cooperação e a governança entre os diferentes atores e setores da sociedade, incluindo as forças de segurança e as comunidades.

A polarização política também tem colocado em risco os valores e os princípios da Polícia Comunitária, como a democracia, a justiça, a igualdade, a diversidade, a participação, etc.

Porém, a polarização política também pode ser uma oportunidade para a Polícia Comunitária, pois ela pode incentivar o debate, a reflexão, a crítica e a conscientização sobre os temas e os problemas de segurança pública, bem como o fortalecimento, a defesa e a promoção dos direitos humanos, da cidadania, da inclusão e da paz nas comunidades.

Um quarto cenário atual e futuro que a Polícia Comunitária precisa enfrentar é a violência urbana, que tem causado morte, sofrimento, medo e insegurança para milhões de pessoas no Brasil e no mundo.

A violência urbana é um fenômeno complexo e multifatorial, que envolve aspectos sociais, econômicos, políticos, culturais e psicológicos, e que demanda uma abordagem integrada, multidisciplinar e intersetorial.

A violência urbana é um desafio para a Polícia Comunitária, pois ela exige uma atuação mais efetiva, qualificada, inteligente e humanizada dos órgãos de segurança pública, que devem combater os crimes, proteger as vítimas, responsabilizar os infratores e prevenir as violações.

Ao mesmo tempo, a violência urbana é uma oportunidade para a Polícia Comunitária, pois ela pode impulsionar a participação, a cooperação, a solidariedade e a resiliência das comunidades, que podem se unir, se organizar, se proteger e se recuperar dos efeitos da violência.

Conclusão

Neste artigo, apresentamos e analisamos a Polícia Comunitária, uma filosofia de policiamento que tem como objetivo estreitar os laços entre as forças de segurança e as comunidades que elas atendem, buscando soluções conjuntas para os problemas locais de segurança pública.

Vimos que a Polícia Comunitária surgiu como uma resposta às mudanças sociais, políticas e culturais que ocorreram ao longo da história, e que se desenvolveu e se adaptou aos diferentes contextos e realidades.

Vimos também que a Polícia Comunitária se baseia em alguns princípios fundamentais, como a descentralização, a integração, a participação, a prevenção, a mediação e a resolução de problemas, e que se organiza em três níveis: o estratégico, o tático e o operacional.

Vimos ainda que a Polícia Comunitária enfrenta uma série de desafios e dificuldades, como a resistência cultural, a falta de recursos, a burocracia e a violência, mas que também oferece uma série de oportunidades e potencialidades, como a melhoria da confiança, da cooperação, da cidadania e da educação.

Por fim, vimos que a Polícia Comunitária tem gerado casos de sucesso no Brasil e no mundo, e que tem perspectivas e tendências para se adaptar e se atualizar diante dos cenários atuais e futuros, como a pandemia, a crise econômica, a polarização política e a violência urbana.

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